Os arranjos florais através dos séculos

arranjo-bolinhaConforme comentamos no post anterior, completamos aqui nosso passeio pela história dos arranjos florais.                                                                                                                    No ocidente, os gregos e romanos tinham também paixão pelas flores. Não utilizavam vasos ou potes. A ideia era confeccionar guirlandas e coroas. Gostavam também de espalhar pétalas pelo chão e por cima das camas. Buscavam um conjunto estético e harmonioso, combinando cores e aromas. Os romanos deram continuidade aos costumes gregos, mas as guirlandas e grinaldas começaram a serem mais elaboradas em cestas de formato cônico. O desenho a o acabamento, porém, não eram tão graciosos como os dos gregos. Figuram, entre a suas flores preferidas, rosas, jacintos, madressilva, violetas e lírios, mas flores, como tulipas, delphinium e malmequeres também eram selecionados de acordo com sua forma, cor e aroma.

Durante o império Bizantino ,esta atividade não foi assim tão exuberante. Os arranjos florais feitos por esta cultura tinham forma de cone. A composição das folhagens em forma de cone era colocada em cálices e outros, decoradas com flores coloridas e frutas. As flores e plantas e plantas mais utilizadas eram margaridas, lírios, ciprestes, cravos, e pinheiros. Fitas também eram comumente utilizadas nos arranjos.
O conceito de arranjos florais só chegou à Europa por volta do ano 1.000 DC. Antes desta data, os países estavam mergulhado na idade média, uma época sisuda, de perseguições e de pouca liberdade, em que as pessoas não tinham tempo nem motivação para os prazeres mais comuns da vida.
Durante o período renascentista, época em que as artes tiveram um grande impulso, as decorações florais se tornaram mais requintadas.
A composição dos arranjos florais com diversidade de materiais vegetais tornou-se veradeiramente uma arte e um importante elemento decorativo durante o século 17.
O gosto Francês e Inglês dominou o estilo dos arranjos florais no início do século 18, sendo que a vida cultural e social estava centrada na intimidade dos quartos das casas da cidade de Paris e não nos corredores do vasto palácio de Louis XIV em Versailles. O bouquet de flores ganha tons mais delicados e visual mais leve, um reflexo da influência feminina e que marcou decisivamente o estilo Rococó: um adereço charmoso e com apelo pessoal, ainda popular nos duranre o século 20.
Muitas culturas ao longo dos séculos, têm usado as flores e as plantas com símbolo de amor, instrumento de magia e meio de comunicação e expressão. No decorrer dos séculos, os arranjos florais foram sendo tratados de forma diferente, sempre refletindo os traços culturais das civilizações até chegar aos dias atuais, onde vemos uma variedade muito de estilos e combinações, uma característica da atual civilização que se notabiliza pela capacidade criativa.